domingo, 6 de março de 2011

Conhecimentos gerais sobre as deficiências

Deficiência Física – As causas podem estar ligadas a problemas genéticos, complicações na gravidez, doenças infantis, acidentes... As causas pré-natais, ou seja, aquelas que acontecem antes da criança nascer podem ser ocasionadas por remédios, álcool, drogas consumidas pela mãe, tentativas de aborto, hemorragias durante a gravidez... Durante o nascimento, outras complicações podem comprometer os movimentos da criança, como a prematuridade, desnutrição da mãe...
- Outros motivos que deixam muitas pessoas com deficiência física:
- Violência urbana;
- Acidentes de carro/ moto;
- Acidentes na construção civil;
- Acidentes em esportes radicais;
- Acidentes em mergulho (água rasa);
- Etc.

- Tipos de deficiência física:
A deficiência física engloba vários tipos de limitação motora, são elas:
- Paraplegia/Paresia – Paralisia total ou parcial dos membros inferiores, comprometendo a função das pernas, tronco e outras funções fisiológicas.
- Tetraplegia – Paralisia total ou parcial do corpo, comprometendo a função dos braços e pernas. O grau de imobilidade dos membros superiores dependerá da altura da lesão na coluna.
- Paralisia Cerebral – Termo amplo para designar um grupo de limitações psicomotoras resultantes de uma lesão no sistema nervoso central, ou complicações gestacionais. Geralmente pessoas com paralisia cerebral possuem movimentos involuntários e espasmos musculares repentinos.
- Amputação – Perda total ou parcial de um ou mais membros do corpo.

Nanismo

Os anões são pessoas com estatura reduzida. Eles atingem em 70 cm. e 1.40 m. na idade adulta. Possuem sérias dificuldades de locomoção, barreiras atitudinais (preconceito, ridicularização, medo...).
A baixa estatura levou essa parcela da população a ser considerada como pessoas com deficiência pelo Decreto Federal 5.296/2004.
Além das barreiras atitudinais, sofrem com as barreiras arquitetônicas, ergométricas e profissionais.
- O maior índice de suicídio entre pessoas com deficiência, encontramos na comunidade anã.

Barreiras Arquitetônicas:

- Degraus altos, elevadores com painel alto;
- Campainhas, interfones...

Barreiras Ergométricas:

- Mobiliário inadequado;
- Caixas eletrônicos inadequados, roupas...
- Mobilidade reduzida/dificuldade com locomoção e acesso:
- Idosos – Estatuto do Idoso
- Obesos – Lei Estadual 12.225/2006 obriga cinemas, auditórios, teatros a disporem de cadeiras adaptadas.
- Anões – Decreto Federal 5.296/2004 lei de cotas, isenções fiscais/ tributárias...

Deficiência Visual – Há muitos tipos de deficiência visual. Algumas pessoas enxergam apenas o que está diretamente a sua frente, sem “perceber” a região periférica, chamamos isso de visão tubular. Outras enxergam os objetos como um quebra-cabeça no qual falta uma ou duas peças, há ainda pessoas com baixa visão, ou seja, enxergam muito pouco, mas mesmo assim são capazes de utilizar a visão para execução de tarefas.
Cegueira - Deficiência Visual
Total – A pessoa não enxerga absolutamente nada.
A gravidade da deficiência visual depende da parte dos olhos que estiver danificada.
Visão Subnormal – Não deve ser confundida com a cegueira, pois quem tem essa deficiência possui uma visão que pode, eventualmente, ser melhorada por meio de técnicas e auxílios especiais, como o uso de lentes de contato, óculos, ou eventuais tratamentos e cirurgias oftalmológicas. A pessoa com visão subnormal pode enxergar como se olhasse por um tubo, ou pode apresentar uma grande mancha escura na parte central da visão, ao tentar fixar a visão em um objeto.
- Recursos para auxiliar a locomoção, educação e vida autônoma:
- Reglete e máquina de escrever em Braile – sistema de leitura e escrita, feita através de pontos em relevo;
- Bengala, cão-guia;
- Telefones adaptados;
- Equipamentos adaptados (celular/calculadora)
- Sorobã (utilizado para cálculos matemáticos)

Deficiência Auditiva –
É a redução ou ausência da capacidade de ouvir determinados sons, em diferentes graus de intensidade, devido a fatores que afetam o ouvido externo, médio ou interno. As características da surdez dependem do tipo e da gravidade do problema que a causou.
Surdez – pré-linguística – adquirida antes da fala
Surdez – pós-linguística – adquirida após o período da iniciação da fala.
Surdez de grau leve - pode ser observada quando as pessoas não se dão conta de que ouvem menos e tendem a aumentar progressivamente a intensidade da voz, porém ouvem qualquer som desde que em volume mais alto (na maioria dos casos, não há necessidade de aparelhos de amplificação sonora individual – AASI).
Surdez moderada – A pessoa passa a fazer frequentemente ”Hein?!” passa a ter dificuldade de ouvir ao telefone, faz troca nos sons da fala e precisa de apoio visual (leitura labial).
Surdez severa – Faz com que as pessoas não escutem sons importantes do dia-a-dia como: fala, campainha e TV.
Surdez profunda – Impede que a pessoa escute a maioria dos sons, percebendo apenas sons graves que transmitem vibração como um avião, trovão... se a surdez moderada, severa ou profunda for de nascimento ou adquirida no período pré-linguístico, haverá prejuízo na aquisição da linguagem oral e a criança necessitará de ampliação sonora e educação bilíngüe ( língua de sinais/ língua portuguesa). Assim que descoberta a surdez, a criança e a família deverão passar também a conviver com adultos surdos e ouvintes fluentes em língua de sinais para que possa adquirir conhecimento e fluidez na comunicação. Para desenvolver a linguagem oral, a criança precisará de atendimento individualizado com uma fonoaudióloga, o que no entanto, não é garantia da qualidade da fala que será obtida.
A surdez pode ser decorrente de problemas nos períodos pré-natal (congênita), Peri-natal (durante o parto) e pós-natal (adquirida).

- As principais causas da surdez congênita:


- Hereditariedade;
- Viroses maternas (rubéola, toxoplasmose...);
- Uso de drogas durante a gravidez;
- Tentativas de aborto (medicamentos)
- No período Peri-natal:

- Partos traumáticos (demorados demais);
- Prematuridade;
- Icterícia intensa no recém-nascido;
- Perfurações acidentais...

- No período pós-natal:

- Infecções (meningite, caxumba,...)
- Fatores ambientais;
- Uso de drogas;
- Acidentes

A comunicação

Libras (Língua de Sinais Brasileira) é um sistema lingüístico legítimo, utilizado pela comunidade surda no Brasil.
É um sistema lingüístico, de modalidade visual, espacial, gestual; e possui uma estrutura gramatical própria, distinta e independente da língua portuguesa.
Alfabeto manual ou datilológico – alfabeto gesticulado pelas mãos.
O surdo para desfrutar de uma comunicação plena, poderá utilizar-se de:
- Libras;
- Leitura labial;
- Fala;
- Escrita;
- Gestos

Surdocegueira – É uma deficiência única que apresenta a perda da audição e da visão em diferentes graus, o que leva a pessoa surdocega a desenvolver diferentes formas de comunicação para entender e interagir com pessoas e meio ambiente.
A surdocegueira é a deficiência sensorial em sua plenitude, pois o contato com o mundo exterior pode ser totalmente cerceado.
Pessoas com surdocegueira podem apresentar diferentes níveis da deficiência.
Segundo senso do MEC (Ministério da Educação), no Brasil existem 1.250 pessoas com surdocegueira, especialistas da área, porém, afirmam que o número é muito maior.
- Comunicação – Os sistemas de comunicação usados pelas pessoas surdocegas são divididos em alfabéticos e não alfabéticos.

- Sistemas Alfabéticos:

- Alfabeto dactilológico: as letras do alfabeto se formam mediante diferentes posições dos dedos (tocando na mão).
- Alfabeto de escrita manual: o dedo da pessoa surdocega “funciona” como um lápis escrevendo o que quer sobre a outra mão.
- Tablitas alfabéticas: tábuas com letras em relevo.
- Meios técnicos com saída em Braille: máquinas com impressora em Braille.
- Sistemas não alfabéticos:

- Libras
- Tadoma – consiste na percepção, por meio da mão da pessoa surdocega que repousa sobre a boca e garganta de quem fala, para sentir a vibração do som.
ABRASC – Associação Brasileira de Surdocegos – dispõe de serviço de guias-intérpretes (11) 5549-3119

Aprendizagem Multissensorial

- Método pedagógico de ensino e aprendizagem experimental, com o objetivo de utilizar todos os sentidos para captar. Analisar e relacionar informações do meio ambiente visando a apropriação e internalização do conhecimento.
Mutissensorialidade – utilização de um ou mais sentidos para a percepção sensorial ou aquisição sinestésica, relação que estabelece entre uma percepção e outra.
Sinestesia – mistura de conhecimentos, associações, é relacionar um sentido com o outro.
Aprendizagem multissensorial é um método de inclusão em educação formal e não formal, utilizado para ampliar e enriquecer programas e currículos.
Sentidos - sintético e analítico:
Sintético – percepção global (visão, audição, paladar e olfato)
Analítico – percepção individual (tato)
Todos os sentidos possuem atribuições culturais:
Cheiro bom x cheiro ruim
Comida boa x comida ruim
Música boa x música ruim

Aprendizagem multissensorial:

- Visual;
- Auditiva;
- Olfativa;
- Tátil;
- Gustativa

4 comentários:

  1. Oi Catia...
    Interessante sua colocação sobre as diferentes deficiências e a inclusão. No entanto senti falta da Deficiência Intelectual/mental, porque não abordou? Tenho notado que nas IES quase não se fala da DI, será que é porque é mais complicado trabalhar com estas pessoas? Um abraço Neia Kirach

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  2. Da hora teu blog,parabéns
    Seguindo certo,segue ai tbm.
    http://hiphopactivistface.blogspot.com/
    abçs

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  3. Oi Irineia...
    Que bom que gostou. Em relação a abordar a deficiência intelectual... como separei as postagens por matéria ( essa postagem faz parte da matéria: Inclusão - Aspectos Éticos, Políticos e Educacionais onde não foi abordado o tema) a deficiência intelectual ficou de fora, mas com certeza irei postar quando for falar da matéria:Diversidade e Libras que teve uma caracterização mais ampla... porém estou pensando em digitalizar os textos e colocar para download porque são muito grandes...
    Se é mais complicado trabalhar com pessoas com deficiência intelectual eu não sei (ainda não trabalho na área), mas com certeza existem meios de educá-las fazendo as devidas adaptações que são necessárias as suas pecualiaridades e isso é assunto das próximas postagens... Adorei a sua visita, apareça mais vezes bjs

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  4. Olá Catia...Nem vou falar que adorei seu blog...Já até linkei na barra lateral do meu blog onde estão os preferidos. Quero agradecer sua visita.Apareça qdo quiser.ficrei feliz...eu com certeza vou voltar por aqui. Um abrÇO.

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